quinta-feira, 8 de novembro de 2012

INDICAÇÃO: FILMES HISTÓRICOS



GUERRA DE CANUDOS. Brasil, 1997. Direção : Sérgio Resende. Em 1893, Antônio Conselheiro (um monarquista assumido) e seus seguidores começam a tornar um simples movimento em algo grande  demais para a República, que  acabara  de ser proclamada e decidira por enviar vários destacamentos militares para destruí-los.

AMISTAD. EUA, 1997. Direção : Steven Spielberg. No século XIX, um navio espanhol é capturado na costa americana, contendo  53 escravos negros amotinados a bordo. Ao chegar em território americano, eles são levados a um grande  julgamento que cria polêmica entre os abolicionistas e os conservadores do país.

DESCOBRIMENTO DO BRASIL. Brasil, 1937; Direção: Huberto Mauro, com a reconstituição da viagem de Pedro Álvares Cabral, da partida do Tejo à realização da primeira missa no Brasil.

MARIA ANTONIETA. EUA, 2006. Direção: Sofia Cappola. O filme trata da vida de Maria Antonieta rainha da França e a nobreza às vésperas da Revolução Francesa.

BATISMO DE SANGUE. Brasil, 2005. Direção, 2000. Direção: Helvecio Ratton. No dos anos 1960, um convento de frades torna-se um local  de resistência contra a ditadura militar. Os freis: Tito, Betto, Osvaldo, Fernando e Ivo passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora  Nacional, comandado por Carlos Marighella. Por isso, ficam na mira das autoridades policiais.

O PATRIOTA. EUA, 2010; Direção: Mel Gibson. Benjamin Martin(Mel Gibson) é um herói do violento conflito entre França e Índia. Desde o término da guerra, ele renunciou a lutar e resolver viver em paz com sua família. Mas quando os ingleses levam a guerra da independência para dentro de sua casa, Benjamim não vê outra saída a não ser pegar em armas novamente, desta vez acompanhado por seu filho idealista (Heath Ledger), e lidera uma brava rebelião em uma batalha contra o implacável e equipado exército britânico.
(Fonte: A ESCRITA DA HISTÓRIA. Manual do Professor. Escala Educacional)

SUGESTÃO DE PAUTA: professor Davi Portela

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

REUNIÃO DE PAIS E NÚCLEO GESTOR NA ESCOLA FLORA TELES: APRESENTAÇÃO DO PJF




André Henrique, medalha de bronze

Jander Filho, medalha de ouro

Certificado de participação aos professores colaboradores

Maria da Costa, medalha de prata
Daniela Galdino, medalha de bronze
Águida Maria, medalha de prata

Kelton Albuquerque, medalha de ouro


Pais e mães presentes

Apresentação do PJF
     Na segunda, 29 de outubro, o Núcleo Gestor da Escola Flora Teles realizou reunião com os pais de alunos e Grupo Gestor para apresentação do Projeto Jovem de Futuro (PJF) que será implantado na Escola a partir de 2013. Na oportunidade do momento, foi feita a entrega das medalhas e certificados aos alunos medalhistas da edição 2012 da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Ao todo foram seis alunos medalhistas: José Jander Marques Coutinho Filho e Kelton de Paula Albuquerque (ouro); Águida Maria Albuquerque Azevedo e Maria da Costa Pires (prata); André Henrique do Nascimento e Daniela Galdino Sena da Costa (bronze). Parabéns aos alunos pelo sucesso na Olimpíada e que isso cultive o seu gosto pela ciência, de modo especial, pela Física e ao professor Romildo Moura pelo empenho nesse ótimo resultado!

ALUNOS DA ESCOLA FLORA TELES CONVIDADOS PARA PRÉ-SELEÇÃO DA OBA EM E-MAIL AO PROFESSOR ROMILDO

     Em e-mail enviado ao professor Romildo Moura, cinco de nossos alunos medalhistas na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) foram convidados a participar do processo de treinamento e pré-seleção dos mesmos para a IOAA (Olimpíada Internacional) e OLAA (Olimpíada Latino-Americana de Astronomia). Entre as palavras da Equipe da OBA, destacamos o seguinte: "através do bom rendimento na XV OBA, estes alunos listados estão sendo convidados para participarem do processo de treinamento à distância e posterior prova de seleção que culminará com a seleção das duas equipes (e equipes reservas) que representarão o Brasil na IOAA e na OLAA em 2013. Gostaríamos de parabenizá-los!" 


ESCOLA ALUNO

EEFM FLORA DE QUEIROZ TELES José Jander Coutinho Marques Filho

EEFM FLORA DE QUEIROZ TELES Águida Maria Albuquerque Azevedo

EEFM FLORA DE QUEIROZ TELES Maria da Costa Pires

EEFM FLORA DE QUEIROZ TELES Kelton de Paula Albuquerque

EEFM FLORA DE QUEIROZ TELES André Henrique do Nascimento dos Santos
          
            Aos alunos listados acima, desejamos sucesso nesta nova etapa!

LAVRA DE ESCRITORES COREAUENSES

Acervo do escritor e memorialista Leonardo Pildas

domingo, 4 de novembro de 2012

REDAÇÃO ENEM 2012 - TEMA COMENTADO PELO CURSINHO OBJETIVO

"O movimento imigratório para o Brasil no século XXI"

 "Esperava-se que o candidato se posicionasse sobre uma questão que começa a preocupar as autoridades brasileiras, dado o crescimento do número de imigrantes sul-americanos e haitianos que, empurrados por condições econômicas adversas, dirigem-se ao Brasil em busca de trabalho. 

Caberia observar, com base nos próprios textos de apoio, que, embora a maioria dos imigrantes vindos da América do Sul possuem baixa qualificação, sendo, portanto, sujeitos a trabalhos braçais (artesanais, de campo, de costura), nem todos se encontram nessa condição, o que pode ser constatado em relação aos haitianos, dentre os quais se encontram professores, advogados, engenheiros – profissionais vitimados pelos estragos causados pelo terremoto que devastou o Haiti em 2010. 

Caso o candidato fosse favorável à regularização da permanência dos imigrantes no País, seria apropriado lembrar que o Brasil sempre se caracterizou como um país receptivo à imigração. Os séculos XIX e XX poderiam ser lembrados como a época em que imigrantes de diversas terras vieram ajudar a construir o Brasil, contribuindo “expressivamente para a história... e para a cultura brasileira”. Seria oportuno, porém, destacar a importância de se oferecer um tratamento digno àqueles que entram ilegalmente no País, sem jamais aproveitar-se de sua vulnerabilidade para submetê-los, entre outras formas de exploração, a trabalho escravo, ou a condições degradantes. 

Caso, porém, o candidato se posicionasse contra a imigração, deveria observar que o País já conta com farta mão de obra desqualificada, não havendo, pois, sentido em aumentar esse contingente. Quanto aos profissionais qualificados – caso dos haitianos – também esses poderiam representar uma incipiente, porém real, ameaça ao emprego dos brasileiros. 
Como proposta de intervenção relativamente ao problema abordado, seria necessário, aos olhos dos favoráveis à imigração, sugerir um conjunto de medidas legais e políticas destinadas a regularizar a situação migratória de mais de três milhões de pessoas, oferecendo-lhes vistos e documentos que lhes permitissem obter colocação no mercado de trabalho. 

Os empresários, por sua vez, poderiam abrir espaço para tais trabalhadores, visando a conferir-lhes a dignidade que lhes foi retirada em seus países de origem. No que se refere àqueles que se mostrassem contra a imigração, uma intervenção possível seria a deportação respeitosa dos imigrantes ilegais."

GOVERNO DO CEARÁ ANUNCIA CONCURSO DE 3 MIL VAGAS PARA PROFESSOR


O governo do estado do Ceará lançará edital para professor de ensino médio ainda neste ano. A informação foi divulgada após reunião com representantes do sindicato da categoria para tratar de melhorias para os profissionais, na quinta-feira (1°).

De acordo com a secretária de Educação do Ceará, Izolda Cela, serão três mil vagas para professores efetivos. Os aprovados no concurso devem ser chamados no primeiro semestre de 2013. A secretária diz que ainda não há confirmação da data de exames ou remuneração, mas o edital deve ser publicado em 14 de novembro.

Os professores contratados por meio deste concurso, segundo Izolda Cela, devem substituir os docentes temporário da rede pública de ensino do governo do estado. Quando forem empossados, os concursados se juntarão aos cerca de 20 mil professores ativos na rede estadual.

O último concurso para professores da rede estadual ocorreu em 2008. Segundo a Seduc, quatro mil vagas foram disponibilizadas e cerca de 20 mil pessoas inscreveram-se. 3,3 mil cargos foram ocupados.

Jangadeiro Online/Blog Rm no Foco

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A Política de Cotas e a Democratização da Educação Superior: Mais motivos para o fortalecimento do Ensino Básico!


   A notável desigualdade que estigmatiza a sociedade brasileira se apresenta também, com igual intensidade, no Ensino Superior. Nossas Universidades Públicas caracterizam-se por apresentarem um padrão de qualidade invejável para países em desenvolvimento similares ao do Brasil. Todavia, mesmo com esse expressivo parque universitário, nossas taxas de matrícula no Ensino Superior são bem inferiores às observadas nesses países e, também, menores que as registradas em vizinhos – como Bolívia ou Paraguai.

Os problemas que advêm dessa reduzida taxa de matrículas no Ensino Superior agravam-se quando percebemos que a dinâmica que envolve o acesso às IES é notadamente voltada para uma pequena parcela da sociedade, privilegiada com uma qualidade melhor no ensino básico e, de certa forma, sedimentada na intenção clara de aprovação em Universidades, sobretudo, Públicas.

   Existem duas razões que nos levam a refletir sobre os problemas expostos acima. A primeira é a gritante injustiça social trazida por esse panorama. Há um grande número de estudantes vindos das escolas públicas do Ensino Médio que, mesmo com as oportunidades bem menores que tiveram, quando comparados à maioria de seus colegas vindos das escolas privadas, também chegam à Universidade Pública preparados para prosseguir suas vidas acadêmicas, mas, por diferenças pouco relevantes de pontuação em um exame de acesso, não conseguem vagas. Há outros, com o mesmo preparo, que nem podem disputar uma vaga nas Instituições Públicas, porque necessitam conciliar estudo e trabalho e, ainda, porque desejam seguir uma carreira que não lhes oferece essa possibilidade.
A segunda razão é o risco de comprometer a qualidade do Sistema Federal de Ensino Superior, pois na proporção em que os recursos investidos pelo Estado nesse nível de ensino forem entendidos como direcionados para uma camada privilegiada da população, a consolidação do regime democrático, que todos desejamos, não acontecerá e poderá acarretar a migração, para outros programas de Educação, dos investimentos que são importantes para a manutenção, a ampliação e o crescimento qualitativo das Universidades Federais e Estaduais. A expansão de matrículas com inclusão social, os cursos noturnos e a política de cotas legitima os investimentos públicos feitos pelo Estado nas Universidades e promove de forma pontual, porém não definitiva, um aprimoramento da democracia educacional, uma diminuição vertente nas desigualdades raciais e sociais existentes nas IES e um fortalecimento das universidades com garantia da ampliação e extensão na atuação da instituição dentro de seu papel na sociedade.

    É evidente que essas políticas, por si só, não resolvem o problema das desigualdades dentro dos espaços educacionais, mas nos fazem refletir de forma mais presente nos reais problemas da Educação no Brasil em todos os âmbitos: Ensino Básico e Ensino Superior. A defesa da política das cotas e um maior acesso dos alunos de Escolas Públicas às Universidades Públicas (espaços seus de direito) devem contribuir, de forma positiva, para uma nova realidade social apontada por essa mudança. Porém, o fato de mais alunos negros, de baixa renda ou oriundos de Escolas Públicas estarem nas Universidades não evidencia que o Ensino Básico Público esteja apresentando vastas melhorias, tampouco que nos acomodaremos com esse quadro e, portanto, nós – professores das redes públicas de ensino – devemos lutar ainda mais por essas melhorias, pela formação continuada, por melhores remunerações, por uma carreira digna e sistematizada, por uma estruturação de qualidade nos espaços escolares, por melhores materiais, por tudo que contribui com o crescimento e com o desenvolvimento do ensino básico em todos os aspectos, pois agora teremos mais um aliado nessa luta histórica - A Universidade Pública – que, assim como nós, não poderá ficar omissa a essa realidade que se apresenta, nem poderá deixar de se posicionar e contribuir com uma luta que agora também é sua.

Maurício Manoel – Professor efetivo de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino, Membro da Academia de Letras e Artes do Ceará, Produtor Cultural, Coordenador do projeto “Entrar na Universidade Para Mudar a Sociedade”, membro de base do Sindicato Apeoc.        

Fonte: Sindicato Apeoc